Contação de Histórias e Criatividade

Contação de Histórias e Criatividade

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O momento da contação de história é o ápice de um processo em que circulam diversas variáveis. A história a ser contada, o público, o contador, o evento, e os elementos cênicos (figurino, objetos utilizados, cenário, ambiente, som, iluminação) são alguns exemplos.

O que capta a atenção do ouvinte, no entanto, assim como do apreciador de uma música ou de uma obra de arte parece ser considerado como “a essência do mistério criativo” e está presente em todas as formas de expressão, como explicitado a seguir:

A expressão em uma performance narrativa terá o “tom” que o contador imprimir à sua apresentação. Esse “tom” está relacionado à sua história de vida, suas experiências e interações. É a criatividade pessoal que transforma as vivências em meio de expressão. O sujeito que conta a história pode conseguir ou não tocar o coração de quem ouve. Isso dependerá também, como em qualquer outra linguagem artística, da interação que se conseguir estabelecer com o interlocutor. Se houver uma ressonância com as suas vivências, o narrador terá a felicidade de promover um contato íntimo dele consigo mesmo e com o outro, promovendo resgate, ressignificação e até mesmo cura para ambos.

É importante que o contador de histórias se aproprie das varáveis contidas no campo fértil da tradição oral. Que ele conheça histórias para contar, domine técnicas de contação e sensibilização do público, tenha sabedoria para escolher o traje adequado, a ambientação favorável, músicas, elementos, sons e luzes que chamem atenção. Porém, é essencial, diria mais ainda, é vital que o contador expresse a sua verdade interior quando ele for se apresentar. Sem ela, sem nossa verdade intrínseca não adianta memorizar a história, criar vestimentas mirabolantes nem utilizar recursos diferenciados. Nada nem ninguém poderá nos lançar ao mundo senão nós mesmos por meio de nossa essência.

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